domingo, 24 de abril de 2011

A "culpa" de ser mãe!

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Quando o bebê nasce, nós mães ganhamos muitas coisas: felicidades, um amor incondicional, carinhos, paparicos, flores, muitos presentes, além de um lindo filhotinho pra cuidar e amar…e junto com tudo isso: a CULPA.
Ela é nossa companheira desde os primeiros minutos após o nascimento do bebê: sentimos culpa por não ter chorado, ou por ter chorado muito, por estar meio sedada e não conseguir nem sorrir pro rebento que acabou de vir ao mundo, culpa pelo parto não ter sido como imaginávamos, pelo bebê ter nascido grande ou pequeno ou por não termos conseguido ser fortes no momento do parto.
Depois vem 
a culpa por não conseguir amamentar, ou por conseguir, pelo filho ganhar peso demais ou por não ganhar, pelo filho ser chorão e não dormir a noite, por se sentir irritada e cansada quando deveria estar feliz, por chorar quando deveria apenas sorrir.E quando acaba a licença-maternidade, A CULPA tende a aumentar: culpa por introduzir alimentos antes do nescessário, culpa por sair de casa e deixar seu filho com outra pessoa, ou ainda, culpa por optar por não trabalhar e não poder ajudar o marido com as despesas da casa.
E assim por diante, até o filho fazer 18 anos e chegar de madrugada em casa. Ou ainda brigar com a namorada. Ou pegar o carro escondido: a maioria das mães vai sentir
culpada por isso também.
Até as mães ditas muito bem resolvidas que honestamente não sentiram nenhuma dessas culpas, devem, no fundo, sentir uma pontinha de culpa justamente por não se sentirem culpadas pelas frustrações e dificuldade pelos quais seu filhos passam.
Acontece
que passar por algumas dificuldades e frustrações é passo obrigatório no desenvolvimento da personalidade do ser humano. E por mais que nós tentemos proteger nossos filhos, não podemos e nem devemos protegê-los de tudo. Eles tem que crescer, e para isso vão se frustrar e vão sofrer em alguns momentos.
Então, de onde vem essa nossa culpa? Ela é inerente a maternidade ou é fruto de imagem vendida pela nossa sociedade da MÃE MODERNA PERFEITA? Ela é uma mulher linda que tem seus filhos todos de parto normal sem dor, que amamenta facilmente e sem dor,que no dia seguinte ao parto já está magra e bem disposta, cujo filho é comportado desde os primeiros dias e se ela teve que acordar alguma vez de madrugada
, o fez sempre de bom humor e sem um fio de cabelo despenteado. É a mãe que trabalha fora e é uma profissional conceituada e atualizada, que tem um excelente salário, que consegue dar atenção merecida aos filhos e ao marido, semprede bom humor , que tem tempo pra ir a academia, cabelereiros e faz sempre um dieta saudável e equilibrada. E faz tudo isso sem reclamar, sem se cansar e se sente completamente feliz 100% do tempo.
Me desculpem: mas essa é a mãe ideal…que não existe. A mãe real é como todas nós: sempre se desdobrando em 10 e sempre com a sensação de que não vai dar conta de tudo. E sempre atormentadas pela nossa antiga companheira, a CULPA. A melhor analogia que encontro é com aquela velha história do cobertor curto, que, para cobrírmos uma parte, acabamos descobrindo a outra.
E no final, tudo dá certo, nossos filhos crescem e se
desenvolvem apesar dos nossos acertos e erros e se tornam pessoas diferentes de nós, amadas sim, muito, mas diferentes. Pessoas que pensarão diferente e discordarão de nós em vários pontos. Podem até nos culpar por isso e por aquilo, mas nunca vão ter a noção de quanto nós mesmas já nos culpamos.
Por fim, visto que toda essa culpa é desnecessária e até nociva
, talvez devessemos começar a deixá-la de lado, pelo menos um pouco, e nos concentrarmos em sermos felizes, com as nossas imperfeições., talvez devessemos começar a deixá-la de lado, pelo menos um pouco, e nos concentrarmos em sermos felizes, com as nossas imperfeições.



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